terça-feira, novembro 25

-forasteiro-

Em seu território eu sou forasteiro. E forasteiro é assim: Não quer saber se é bem-vindo ou não, ele só quer explorar.

Tô invandindo e não me importo se você não me quer aqui.

Aqui é divertido, é quente, é doce, aqui é tudo, só não é meu.

Nem quero que seja meu. Que maçada! Detesto ser propietário.

Forasteiro invade, come, suga, ganha, lucra e vai embora.

Em seu território ficarão minhas marcas, não há quem esqueça uma invasão.

Em seu território eu sou forasteiro. E forasteiro é assim: se apega, mas não assume.


nota: foda-se.

segunda-feira, novembro 24

euodeiovestibular

sim sim
pq o povo fala: "relaaaxa clara"
e eu relaxo cara
mas a putaria da física
zerei e fui desclassificada
euodeiovestibular
e eu chorei mesmo
chorei ao telefone falando com minha mãe

sábado, novembro 22

Azul Roial

Azul Roial é a cor do filho que eu não tive
do único copo de conhaque numa noite de início de inverno
é a cor de pouca grana e muito frio
cor de beco escuro
Azul Roial é a cor do show que eu assisti, de um cantor que eu não lembro o nome, só sei que eu pensava que ele já tinha morrido
é a cor daquele poema que diz: "você é duro, josé"
cor de cerveja esquecida no copo
de amigo esperando impaciente
é a cor da minha mentira
cor de sexo voraz
vergonha
arrependimento
Azul Roial é a cor da vontade de gozar e o medo de ser pai do "filho-da-sua-puta"
cor da vontade de fazer xixi
cor da sede
é a cor da minha cara de culpada
é a cor da minha vontade de dizer: eu te amo mas, antes de tudo, quero acabar com isso
Azul Roial é a cor da vontade de sair correndo
o pior de tudo:
Azul Roial é a cor do filho que eu não tive

segunda-feira, novembro 17

Insurgente

Poesia, prosa... as letras são insurreição. É a fuga que me leva á liberdade. Escrever é me desprender. Eu não preciso de regras. Eu não preciso de ordem. Eu só preciso escrever. Escrevo para ser eu mesma. convivendo nesse mundo, entre pessoas e falta de autenticidade, a escrita é minha forma de ser feliz, é o caminho que eu tenho para a paz. Escrevo para deixar claro. Escrevo para deixar implícito. Escrevo para amar, para gritar, para sonhar. Pela liberdade dos ideais, basta-me uma idéia. Escrevo por um mundo melhor.

Esteriótipo é um modelito que não CABE em ninguém!

Eu não sei que porra é tá acontecendo por aqui. Eu vejo na TV, nas ruas, no colégio... por todas as partes, enfim, tá todo mundo igual, e ninguém ta bem na foto! Sem brincadeiras bicho, isso já ta me deixando entediada e "desesperançosa".
Faz tempo que venho tentando falar, talvez essa seja a hora. Quando eu falo que tá todo mundo igual, eu quero deixar em evidência os Jovens, os meus Jovens, nós Jovens. E uma falta de personalidade, uma doença louca pela moda, uma obsessão em estar representando sua tribo urbana. Uma loucura, uma loucura!
Que esperança terei eu, vendo que pessoas como eu, andam por aí preocupadas simplesmente com a imagem, quando se tem muito mais o que fazer e muito mais o que ser! Não dá nem prazer em defender os direitos de gente assim.
"O que devemos cobrar agora? Achamos que a liberdade de expressão já nos é suficiente. O direito de sermos ou não viados. O direito de seguirmos qualquer religião. Esse é o sistema, já temos tudo." O que resta pra esse povo é continuar com a mania de ser diferente, a mania de reclamar, dessa vez, reclamando por razões fúteis.
Ahhhh gente, assim não! Somos muito, depositam confiança em nós. É uma vergonha deixarmos a desejar. Sejamos nós mesmos, se nós mesmos tivermos algo de bom, claro.

sexta-feira, novembro 7

Questões Nada Intrigantes

Então... como eu sei que é raaaro alguém visitar meu blog, é idiotice vir aqui e dar explicações, mas mesmo assim eu faço isso porque eu sou idiota.
Eu tinha dado um tempo, sabe um tempo em escrever denúncias sociais... só pra provar que de nada adianta eu morrer de escrever que os caras são bandidos, que os meninos precisam de atenção, todo esse blá, blá, blá. A princípio deu certo, mas eu percebi que EU NÃO VIVO SEM ISSO! Pronto falei.
Depois eu volto... me deixa viver essa fase romântica da coisa, tá muito legal, mas eu voltarei a fazer aqueles textos, levantando questões nada intrigantes, que não chocam e nem fazer as pessoas pararem para discutir.
Fazer o quê né meu?

quinta-feira, novembro 6

Sol da Manhã

Aproveite enquanto seus olhos ainda suportam a luz do sol da manhã
Sua pele não reclama e seus ossos agradecem
Não durma enquanto do lado de fora o sol da manhã grita: "vem, vem me aproveitar, bobo!"
Porque tão lindo quanto o sol da manhã, só mesmo o sol do fim de tarde.

segunda-feira, novembro 3

Antes das 6 (Legião Urbana)

Quem inventou o amor? Me explica por favor
Quem inventou o amor? Me explica por favor
Vem e me diz o que aconteceu
Faz de conta que passou
Quem inventou o amor? Me explica por favor
Daqui vejo seu descanso
Perto do seu travesseiro
Depois quero ver se acerto dos dois quem acorda primeiro
Quem inventou o amor? Me explica por favor
Quem inventou o amor? Me explica por favor
Enquanto a vida vai e vem
Você procura achar alguém que um dia possa lhe dizer: -Quero ficar só com você
Quem inventou o amor? ...

sábado, novembro 1

Versos Passionais

E agora?
Gritar para quem ouvir?
Chorar para quem comover-se?
Dormir e acordar sem ser velado.
Quais idiossincrasias amarei agora?
Quem devo provocar e desejar?
De bobo que sou, escrevo mesmo uns versos passionais.
Escrever... quem os lerá?
E os arrepios, os sonhos, as esperas eternas?
Os carinhos cheios de angústia, a busca pela paz?
Mas que diabos!
Em quem pensar ao escrever esses versos passionais?